27 de fev de 2011

Lenice Bismarcker


“60 ANOS DE CHAPELARIA”


A chapeleira Lenice Bismarcker, que não abre mão de vestir seu panamá de “aba curta”. Aos 76 anos de idade - e 60 após produzir seu primeiro chapéu - ainda influencia a moda do estado. Em sua casa, no bairro Lourdes, onde funciona o ateliê, a designer de chapéus se dedica à produção de belíssimas peças, que vende e aluga. Filha da também chapeleira Hilda Magon, profissional mais requisitada pelas mulheres da alta sociedade mineira da década de 50, Lenice cresceu vendo e aprendendo o ofício da mãe. “Aos oito anos já ganhava o meu dinheirinho com a venda de bijuterias que eu mesma fazia. Ia aos armarinhos do centro da cidade, comprava lindas miçangas e confeccionava as peças para serem vendidas no recreio da escola. Já mocinha, eu tive que ajudar a mamãe com os chapéus. Ela tinha muita demanda e, sozinha, não daria conta”, afirma. Hilda Magon viveu o auge dos chapéus. Eram acessórios indispensáveis, tanto para homens quanto para mulheres. A moda, em seu tempo, era vista nas ruas e nas festas da alta sociedade. Ao contrário de sua mãe, para se manter no mercado, Lenice precisou ir às principais passarelas do mundo para conferir as novidades. “Fiz várias viagens, pesquisei sobre os melhores materiais, como o crinol e os voilettes, e me inspirei em estilistas lendários do mundo fashion, como Coco Chanel, Givenchy, Valentino, YSL e o atual Philip Treacy, o designer das cabeças esculturais que, na minha opinião, revolucionou a forma de se fazer chapéus”, destaca. Defensora do uso do acessório, Lenice afirma que está muito feliz de ver a moda dos chapéus voltando às ruas, com formas, cores e adornos diferenciados. “Para eles ficarem ainda mais bonitos, podem ser agregados lenços em volta da copa, broches e flores. Xadrez, jeans e cores fortes também vão cair super bem na primavera/verão”, ressalta. No entanto, ela alerta que para o look ficar harmonioso, é necessário saber dosar o uso dos acessórios, com brincos, colares e pulseiras mais discretas.
Ateliê de Madame Bismarcker
rua Espirito Santo, 2064 apt 501
Bairro Lourdes
Belo Horizonte/ MG tel (31) 33356682
ela so atende com hora marcada!

25 de fev de 2011

23 de fev de 2011

Monsieur Maurice Plas




Antes de mais nada quero registrar minha admiração por esse senhor, o Chapeleiro mais tradicional de São Paulo...
A Plas é uma loja de alta costura que mantém sua tradição e seu estilo clássico-europeu há 45 anos. Seus produtos, boinas, chapéus, gravatas, camisas, coletes e peças de alfaiataria são confeccionados pelo alfaiate Maurice Plas, seu fundador de origem francesa, que mora no Brasil desde 1951. Além do feltro, Maurice trabalha com peças em lã, panamá, brim, microfibra e linho. Monsieur Maurice Plas, ou Maurice, como ele gosta de ser chamado, fala com prazer do seu negócio. Como ele se tornou o chapeleiro mais respeitado da cidade? Tudo começou com a chegada de Maurice ao Brasil em 1951, fugindo do comunismo da Europa. Vinha ao encontro do irmão, proprietário de uma alfaiataria no centro da cidade. Aprendeu o ofício e passou a atender a fina flor da elite paulistana. Alguns anos depois, abriu sua própria loja em um dos endereços mais sofisticados da cidade na época, a rua Augusta, onde permanece até hoje. Com o tempo, a rua mítica foi perdendo seus bondes, seu charme e sua vizinhança rica mudou-se para outros bairros. Restaurantes chics fecharam suas portas. Playboys faziam rachas aos domingos. Hippies invadiram suas calçadas. Mas Maurice não se moveu. Um belo dia, Tarcísio Meira, um dos ilustres clientes da alfaiataria, pediu a Maurice que lhe vendesse uma boina que acabara de trazer da Europa. Tanto insistiu, que Maurice invés de lhe vender o acessório, teve a brilhante idéia de criar boinas e chapéus. Porque não, pensou Maurice? “Eu, que fiquei conhecido como um dos melhores alfaiates de São paulo, passei a dedicar boa parte do meu tempo à estilização de vários modelos de boinas. Daí pra frente, meu trabalho foi destaque de inúmeros editoriais de moda. Crio desde chapéus de veludo e de algodão – mais ao estilo praia – até sofisticadas boinas de lã escocesa, conhecidas pelo Príncipe de Gales.” Maurice Plas Quando me viu entrar vestindo meu Panamá, Monsieur Maurice logo percebeu que não precisaria se esforçar para me vender nada. Gostou quando o cumprimentei em francês, e mais ainda quando lhe disse que morei em Paris. Me falou com emoção de sua terra natal, Geneville, contou histórias do seu pai, da filha que casou e foi morar na Suécia, da mulher, de quando foi atropelado, enfim, poderíamos passar o dia ali conversando, não fosse eu lhe pedir uma indicação de boina. Neste momento ficou sério, olhou atentamente meu rosto por alguns segundos, e pediu ao filho, também Maurice, que abrisse uma gaveta e apanhasse um certo modelo, tudo em francês. Quando colocou a boina em minha cabeça, me senti sendo coroado. Caiu como uma luva, confortável, perfeita. Talvez nunca me ocorresse comprar um modelo assim, daquelas de pintor francês, que os olhos de um velho alfaiate souberam adivinhar. Saí da loja satisfeito com meu briquedo, vestindo minha nova boina. Merci, Monsieur Maurice. Para quem quiser conhecer de perto a loja o endereço é: Rua Augusta, 724, São Paulo, SP. Horários: Segunda à sexta das 10:00 às 18:30, sábados das 10:00 às 16:00. Fone/Fax: (011) 3257-9919. esta entrevista retirei de um blog que gosto muito "Eu e meu chapéu" http://www.euemeuchapeu.com.br/
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